Estrutura

A GCNP funciona de acordo com as diretrizes gerais do UNGC e segundo o seu regulamento. É esperado que todos os seus participantes integrem a rede do seu país, podendo também integrar redes de outros países onde desenvolvam operações com impacte relevante na sociedade, economia ou ambiente locais. Assim, a GCNP será composta por todos os participantes com sede em Portugal e também por subscritores do UNGC com operações relevantes em Portugal que desejem aderir ao GCNP.

Também são convidadas a participar no GCNP organizações da economia social e outras partes interessadas, além das organizações económicas clássicas como as empresas. Entre estas, podemos destacar Câmaras Municipais, Universidades, Associações EmpresariaisONG e outras Associações e Sindicatos.

As condições de adesão à GCNP são definidas pela Comissão Coordenadora, de acordo com os critérios estabelecidos pelo UNGC. O direito de voto na GCNP depende do pagamento de um donativo anual, fixado pelo Conselho Geral. 

Veja como aderir.

A Rede Portuguesa Global Compact

À escala mundial, o Global Compact organiza-se em redes, ou networks, locais ou regionais, de acordo com o contexto geográfico, social ou económico do país ou países que as constituem. Estas redes permitem estreitar laços entre as empresas e outras partes interessadas que fazem parte de cada uma delas, ao mesmo tempo que promovem uma partilha de experiências e desenvolvimento coletivo no que respeita a atividades, práticas e políticas que cada entidade possa aplicar.

A Global Compact Network Portugal (UN GCNP) é a rede portuguesa do Global Compact, que reúne os subscritores da iniciativa com sede ou que operam em Portugal. Teve o seu início em reuniões informais entre empresas portuguesas subscritoras do UNGC em 2006 e foi constituída formalmente em 2007.

A UN GCNP funciona de acordo com as diretrizes gerais do UNGC e segundo o seu Regulamento. É esperado que todos os participantes integrem a rede do seu país, bem como as redes GC que existam nos países onde possuam operações com impacte relevante na sociedade, economia e ambiente locais.

A UN GCNP não tem personalidade jurídica, pelo que é suportada pela APEE - Associação Portuguesa de Ética Empresarial, funcionando com plena autonomia, governada segundo o seu Regulamento próprio. O Conselho Geral integra os participantes quotizantes da UN GCNP e elege os órgãos de governo da UN GCNP.

Saiba mais sobre a importância das Local Networks
Conheça melhor a UN Global Compact Network Portugal

 

UN Global Compact

O United Nations Global Compact é uma iniciativa na área da cidadania empresarial, que teve a sua origem numa proposta do anterior Secretário-geral da ONU, Kofi Annan, no ano 2000. Assenta em dez Princípios fundamentais, sobre as áreas dos direitos humanos, práticas laborais, proteção ambiental e anticorrupção e visa promover o compromisso público e voluntário das empresas em cumpri-los.

Os seus dez Princípios baseiam-se em declarações universalmente aceites, nomeadamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Declaração da Organização Internacional do Trabalho relativa aos princípios e Direitos Fundamentais e a Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento. O UN Global Compact tem um caráter puramente voluntário e centrado no diálogo e na aprendizagem. Procura concretizar os seus Princípios no seio de organizações de todo o mundo.

Como forma de demonstração da sua concordância face aos 10 Princípios UNGC, as empresas elaboram e publicam anualmente a sua Communication on Progress (COP), um relatório onde divulgam as suas atividades em prol destes princípios, o que se torna bastante útil na partilha de boas práticas e políticas entre os subscritores.

Hoje, o UNGC é um vasto movimento que conta já com milhares de empresas subscritoras em todo o mundo, organizadas em redes localizadas. Trabalhando em conjunto com outras agências da ONU, o UNGC está totalmente empenhado na Agenda 2030 e na concretização dos ODS. Ao nível das organizações do setor privado (business sector) o UNGC incentiva a responsabilidade social, através da promoção do diálogo e da cooperação multistakeholder para negócios com mais impactes positivos e minimização dos impactes negativos sobre os trabalhadores e suas famílias, no ambiente e na comunidade. 

Conheça melhor o United Nations Global Compact.

Os 10 Princípios

Direitos Humanos

Princípio 1: As empresas devem apoiar e respeitar a proteção dos direitos humanos, reconhecidos internacionalmente;
Princípio 2: Garantir a sua não participação em violações dos direitos humanos.

Práticas Laborais

Princípio 3: As empresas devem apoiar a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo à negociação coletiva;
Princípio 4: A abolição de todas as formas de trabalho forçado e obrigatório;
Princípio 5: Abolição efetiva do trabalho infantil;
Princípio 6: Eliminação da discriminação no emprego.

Proteção ambiental

Princípio 7: As empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais;
Princípio 8: Realizar iniciativas para promover a responsabilidade ambiental;
Princípio 9: Encorajar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias amigas do ambiente.

Anticorrupção

Princípio 10: As empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, incluindo extorsão e suborno.

Modelo de Governação

Os órgãos de Governo da Global Compact Network Portugal são a Assembleia Geral, que integra todos os Membros, e o Board.

Chair of the Board

  • Mário Parra da Silva

Composição do Board - 2018/2021

A Executive Director é Anabela Vaz Ribeiro.

O Network Contact Person é Ulisses Fernandes.

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  1. Objetivos e Estratégia